sexta-feira, 13 de abril de 2012

Carta pra não mandar

abril
(e eu não faço idéia de quanto sentimento pode caber em mim)

14 de abril, pra ser mais especifica
não que isso me signifique algo, hoje
mas naquele 14
de abril,
fiz questão de por ela passar
e perguntar, tão direta
- o que devo fazer?
ela não soube responder
nunca soube
de nada
e
sempre soube que nunca soube
de nada

lembro tão bem
daquela manhã fria
que aos poucos se tornava
quente
e eu tão confusa
hoje me vejo, ainda
confusa

e agora sentada, no chão da varanda
descalça
na frente de uma tela
sozinha,
sem lua
sem ela

e sem o resto todo

suspiro
e por esse instante
tenho a certeza
de que estou exatamente onde queria estar
não que naquele não tenha pensado
em telefonar
e dar meia volta
perder a carona
te dizer,
volta
aqui é o teu lugar

não o fiz
e agora não sei
se sensatez
ou covardia
ou

...

de qualquer forma,
não o fiz
aliás
- o que mesmo devo fazer?
ela não soube responder
nunca soube

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