Ela
estava certa
Eu não sei gostar
não sei ter, nem
perder
não sei me abrir
ou conversar
Eu não sei
amar.
Aliás, eu nem sei
o que é isso
E foi.
naquele Treze de novembro,
de dois mil
e 11
que eu a escrevi:
"Estás certa!
- em cada palavra dita
e doída -"
repito,
estás certa
eu
"Concordo!
- com cada palavra dita
e doída-"
(lembrando que
talvez nem isso eu saiba)
Ela,
que com flores mortas
confessou a mim
o atordoado medo
que é,
perder.
Hoje - e amanhã e depois -
poderá dormir
com a pálida certeza
de que simplesmente não há (mais)
o que,
perder
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