quinta-feira, 15 de março de 2012

treze de novembro de dois mil e onze

Ela
estava certa

Eu não sei gostar
não sei ter, nem
perder
não sei me abrir
ou conversar

Eu não sei
amar.

Aliás, eu nem sei
o que é isso

E foi.
naquele Treze de novembro,
de dois mil
e 11
que eu a escrevi:
"Estás certa!
- em cada palavra dita
e doída -"

repito,
estás certa

eu
"Concordo!
- com cada palavra dita
e doída-"

(lembrando que
talvez nem isso eu saiba)

Ela,
que com flores mortas
confessou a mim
o atordoado medo
que é,
perder.

Hoje - e amanhã e depois -
poderá dormir
com a pálida certeza
de que simplesmente não há (mais)
o que,
perder

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